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PROJETO DNA - Diga Não ao Acidente
Iniciativa do Fórum Motociclistas da Bahia
e
Rotas
da Liberdade MC
Cumpre-nos o dever de parabenizar idealizadores do
projeto apresentado em folder abaixo, emprestando
solidariedade e disponibilidade de contribuir com o mesmo,
tendo em vista seus objetivos expressos no mesmo, ser também
objetivo da AMO-BA. Desta feita, tal "folder", em não
havendo impedimento por parte de seus autores estará a
partir de hoje, disponibilizado no novo site da AMO-BA, bem
como será disponibilizada uma pagina a registrar o
"detalhamento da campanha" conforme informado em email
distribuído esta semana, pelos autores da mesma. 
EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS
Pouco tempo atrás houve uma discussão no Web Group acerca de
curvas, onde dois filmes serviram de exemplo. Pois bem, a
utilidade daquela discussão é inquestionável.
Posteriormente, o acidente com o irmão Motociclista que se
dirigia a Prado/BA, saindo de Goiás, nos deixou espantados
e intrigados. Urge sabermos as causas, as circunstâncias.
Temos relatos técnicos (Polícia Técnica) onde apontam as
causas mortis enfarto agudo do miocárdio e AVC, ANTES DO
ACIDENTE, ou seja, quando houve a colisão, a pessoa já
estava morta.
Em razão disso, pensamos em desencadear uma campanha entre
os Motociclistas no sentido de criarmos uma estatística e,
pelos fatos narrados, realizarmos um estudo balizado em
dados reais para assim traçarmos um perfil dos acidentes. O
resultado desse estudo, cremos, poderá vir a ser útil como
alerta e até mesmo a adoção de procedimentos preventivos.
A idéia é:
Ao noticiarmos acidentes envolvendo irmãos Motociclistas,
procurássemos obter o relato oficial do acidente, pois
sabemos que, mesmo sem imagens (filme) poderíamos analisar,
discutir e, provavelmente, chegarmos à conclusão. Acidentes
não são casos fortuitos e sim decorrentes de n fatores e n
variáveis.
Pode parecer devaneio, mas temos a certeza de que, havendo a
colaboração de todos, os resultados poderão trazer
ensinamentos para todos nós.
Deixamos claro que o objetivo não é identificar autor ou
vítima, culpado ou inocente, ou os efeitos ou consequências,
é sim identificar a CAUSA.
CONCEITO DE ACIDENTE
Acidentes são acontecimentos impensados, casuais ou não que
resultam danos pessoais e/ou danos materiais.
Acidentes não são simplesmente obra do acaso, eles podem ser
previstos e podem ser evitados.
Quem se dedica à prevenção sabe que nenhuma situação
acontece por acaso, sempre há uma causa, um motivo. Todo
acidente tem uma causa definida, por mais imprevisível que
pareça ser. Os acidentes, em geral, são resultados de uma
combinação de fatores, entre eles, falhas humanas e falhas
materiais que não escolhem hora nem lugar.
É comum ouvirmos, por exemplo, “...a arma disparou
acidentalmente...”. O bom entendimento diz que uma arma não
dispara sozinha, é o elemento passivo. Para uma arma
disparar necessário se torna uma série de ações humanas que
vão desde o municiamento e carregamento até o acionamento do
gatilho, de onde se conclui que quem fez a arma disparar foi
o agente, o ser humano, sujeito ativo.
A mesma regra se aplica aos veículos automotores e de tração
como um todo, haja vista que eles, sem a ação do sujeito
ativo, são corpos inertes.
“O carro atropelou o pedestre”. Ora, quem atropela não é
simplesmente o carro, é o seu condutor. Mas será que pode
ocorrer uma situação inversa, ou seja, o pedestre atropelar
o carro? Evidente que sim.
Esses, entre muitos outros exemplos que poderiam ser
citados, deixam incontestes as ações do ser humano, restando
distinguir apenas quem é o autor e quem é a vítima. Porém,
como tratamos aqui apenas da causa, não vem a propósito
identificar autor ou vítima e sim a CAUSA.
NÚCLEO DO ACIDENTE
IMPERÍCIA
A imperícia é caracterizada genericamente pela falta de
habilidade ou conhecimento para realizar determinadas
manobras na pilotagem da Motocicleta.
Conceitualmente, é a ignorância, inexperiência, inabilidade,
falta de experiência ou destreza.
Configura-se a imperícia à partir do despreparo do piloto,
onde conhecimentos técnicos são indispensáveis para uma
pilotagem segura. O piloto impetuoso, culminando este
proceder em prejuízo ou dano para si ou terceiros,
demonstra-se imperito. Ou seja, imperito é aquele que não
sabe fazer.
Imperícia é a incapacidade, é a falta de habilidade para
pilotar a Motocicleta, não levando o piloto, em
consideração, o que SABE ou DEVERIA SABER. A imperícia se
revela pela ignorância, inexperiência ou inabilidade para
pilotar a Motocicleta. É uma forma culposa que gera
responsabilidade civil e/ou criminal pelos danos causados.
Ex: um piloto de Custom tentar fazer uma curva como se
estivesse pilotando uma RR. Ele até conhece os
procedimentos, mas não considera que as Custom não foram
feitas para curvas em alta.
Ao tratar a matéria, estamos dizendo que nem todos
habilitados têm habilidade. A habilitação decorre de
exigência legal, já a habilidade decorre da necessidade de
sobrevivência inerente à natureza humana e ela advém da
observação, da experiência, da vivência e NÃO DO EGO ou da
necessidade de auto-afirmação.
NEGLIGÊNCIA
Negligência é o descuido baseado na indolência, é o desleixo
em relação à pilotagem como um todo, que vai desde a revisão
da Motocicletacicleta aos paramentos de segurança, passando
pelo conhecimento da pista, condições atmosféricas e
incidência de acidentes em determinado local por onde irá
passar.
A negligência caracteriza-se pela omissão de uma ação ou
ato, ou seja, o piloto deveria agir, mas não o fez, sendo
displicente. Ex: o piloto sai em viagem, mas não calibra a
pressão dos pneus; ou então, o piloto deixa de fazer uma
avaliação médica e se lança em viagem de longa distância.
IMPRUDÊNCIA
O que diferencia a imprudência da negligência é a ação ativa
ou passiva do agente, ou seja, na imprudência o piloto age e
assume um risco e na negligência o piloto deixa de agir, é
omisso.
A imprudência caracteriza-se pela ação precipitada, onde a
ausência de cautela induz a uma situação de risco iminente
ou perigo. Ex.: pilotar acima dos limites das capacidades da
Motocicleta e do piloto.
A Imprudência consubstancia-se pela falta de cuidado e pela
desatenção para consigo próprio e, principalmente, com os
outros. Ex.: ingerir bebida alcoólica e pilotar.
Imprudente é aquele piloto que, através de uma conduta (ação
ou omissão), afasta-se do mínimo necessário à apropriada
pilotagem. O exemplo clássico do excesso de velocidade em
noite chuvosa é extremamente ilustrativo. Em contra-partida
conceitua-se prudência como uma relutância de tomar riscos,
que consiste em uma virtude de respeito aos riscos
desnecessários. Ou seja, imprudente é aquele que faz quando
não deveria fazer.
Enfim, a imprudência engloba a imperícia e a negligência e,
conforme a ilustração da Campanha, a imprudência é não amar
a vida, não cuidar da saúde, não levar a Motocicleta a
sério, não respeitar as leis (de trânsito e da física). Ao
contrário, prudência é poder estar no âmago da família após
uma jornada pilotando.
CAUSA DO ACIDENTE
“Descobrimos a pólvora”: todo acidente tem uma CAUSA.
Conceitualmente, causa difere de Fator Concorrente. A Causa
é o motivo; é a razão; é a origem; e dela resulta o efeito.
Em sentido amplo, a causa do acidente está determinada
definitivamente no núcleo do acidente. Ele, acidente, SEMPRE
acontece quando ALGUÉM age com imperícia, negligência ou
imprudência.
Sob a ótica que objetiva a determinação da CAUSA do acidente
para fins preventivos, é correto afirmar que a CAUSA está
definida no NÚCLEO DO ACIDENTE, senão vejamos um entre uma
infinidade de exemplos:
Imperícia e Negligência do mecânico; Imprudência do piloto.
As bengalas “correram” e a dianteira “arriou” (vernáculo dos
mecânicos). Os quatro braços que sustentam as bengalas ou
telescópio da suspensão dianteira, onde são usados quatro
parafusos, um em cada braçadeira, não foram ajustados
(torque de aperto).
O piloto foi imprudente ao retirar a Motocicleta da oficina
e se lançar na estrada, baseado exclusivamente no princípio
da confiança.
Conclusão:
Em se tratando de segurança, nem tudo que aparenta ser é o
que é, portanto, confira.
É justamente na CAUSA que debruça o Estudo proposto que,
certamente, despertará o interesse dos Motociclistas e,
quiçá, das instituições públicas afins, haja vista que não
basta criar leis e sim conscientizar e educar, afinal o
objetivo é PREVENIR para EVITAR acidentes que machucam
famílias, amigos e até mesmo terceiros que assistem ou têm
notícias.
Observemos que estamos tratando apenas a causa do acidente,
pois, como já dito anteriormente, o objetivo aqui não é
identificar a culpa, até porque o que buscamos é a prevenção
e não a punição legal.
FATORES CONCORRENTES DA CAUSA
Podemos dizer que Fator Concorrente é um concurso de eventos
ou situações que, somado ao Núcleo do Acidente, resulta
acidente.
Situação:
Pista reta, plana e bem sinalizada; asfalto de boa
qualidade; temperatura atmosférica 31ºC; manhã de domingo;
céu de brigadeiro; raros veículos transitando; ausência de
radares e PRF. Enfim, “condição ideal para uma estilingada
ao limite superior.
De pronto identificamos a imprudência (não consideradas a
imperícia e a negligência). Aí surge um carneiro
atravessando a pista ou um pequeno buraco.
Porquanto na situação exemplo identifiquemos duas
negligências, do dono do carneiro e do DERBA ou DNER, está
aí um fator concorrente externo ao piloto e sua Motocicleta,
mas não estranho à pilotagem segura.
FATORES DETERMINANTES DA CAUSA
Os Fatores Determinantes são encontrados na combinação de
variáveis:
física Indisposição; fadiga; limitações visuais e/ou
auditivas; hipertensão;
hipoglicemia; alimentação inadequada; ausência de check up
médico e odontológico regular; condicionamento físico; uso
de substância proibidas; uso de medicamentos controlados
etc.
psicológica Instabilidade emocional; autoconfiança;
desequilibro emocional; agressividade; irritabilidade;
distúrbios psicossomáticos; egocentrismo; individualismo;
dependência de psicotrópicos; transtorno bipolar; não
introspecção; autopiedade; passividade; dificuldade de
aprendizado; raiva; ira etc.
social Desemprego; dívidas financeiras; instabilidade
empregatícia; instabilidade conjugal e familiar;
interligações ambientais etc.
educacional Educação doméstica; intransigência;
autoafirmação intelectual; ausência de conhecimentos;
analfabetismo; cultura não evolutiva; bloqueio mental;
ausência de autocontrole; falta de disciplina etc.
DICAS CONHECIDAS E QUE
NÃO SE DEVE ESQUECER AO PILOTAR
Muitos abordam o tema Segurança no Trânsito tendo como viés
os dados estatísticos fornecidos por instituições públicas
que apontam números e efeitos, entretanto, tais estatísticas
não abordam as causas. O estudo das causas – perícia in
loco, engenharia da pista, engenharia do trânsito, a
psicologia experimental e a psicologia racional, são fatores
decisivos para a redução
sistemática do número de acidentes com Motocicletas.
Cessando a causa, cessa o efeito.
Esses números e efeitos são os responsáveis pelas
contemporâneas e alardeadoras manchetes dos jornais “Aumenta
o número de acidentes com Motocicletas”, sendo essa a
principal justificativa da majoração do seguro obrigatório (DPVAT).
Ora, se cresce o número de veículos transitando,
consequentemente aumentam os riscos, por conseguinte,
aumenta o número de acidentes. Mas isso não é a causa, é o
efeito.
Comecemos a tratar a causa lá no seio da família, passando
posteriormente pelo ensino fundamental, onde Trânsito
deveria ser matéria curricular. Posteriormente viria um
abalizado curso para condutores. Mas não iremos aqui abordar
aspectos diretamente ligados à preparação de condutores de
veículos motorizados, em que pese o assunto ser, ao nosso
ver, um dos caminhos concretos.
Ao longo das nossas vidas de “habilitado a conduzir veículos
motorizados” nos deparamos com inúmeras situações que nos
fazem refletir. Se por um lado as imprudências da
adolescência nos proporcionaram determinadas habilidades ao
volante de um carro e ao guidon de uma Motocicleta, por
outro, nos ensinaram a distinguir fielmente o que se deve e
o que não se deve fazer.
Uma das coisas que a “escola da vida” nos ensinou quando
pilotando uma Motocicletacicleta é sempre esperar o
inesperado, isso nada mais é do que agir defensivamente,
pilotar a Motocicletacicleta de forma defensiva.
Mas alguém já se deu conta do que vem a ser Direção
Defensiva? Será que os cursos exigidos pela nossa legislação
de trânsito atendem de forma eficiente?
Particularmente entendemos que não, haja vista que o
candidato a condutor ali está meramente para cumprir uma
condição legal.
A importância da Direção Defensiva será compreendida se
atingir o psíquico, se atingir o espírito, se incorporar à
alma do condutor. Enfim, assimilada pela consciência do
condutor a ponto de fazê-lo distinguir cautela e prudência
de medo, sendo ele, o medo, um dos fatores preponderantes
que concorrem diretamente para os acidentes.
O medo se traduz pelo forte sentimento de inquietação ante a
noção de um perigo real ou imaginação de que ele existe. O
medo transmite insegurança e libera endorfina que, por sua
vez, é capaz de produzir ação antálgica, semelhante a um
anestésico, com isso reduz o estado de alerta. Já a
insegurança é o medo externado de forma velada. Fobia é
medo; fobia resulta instabilidade emocional descontrolada –
é o pânico; o pânico induz reação evasiva inconsequente ou
inércia do Motociclista. Resultado: acidente.
A regra basilar é estar sempre alerta; esperar o inesperado;
não imaginar em cair ou sofrer acidente; ser cauteloso; ser
prudente. O bom piloto pilota sua Motocicleta de forma
sempre defensiva, mas, por vezes, tem que pilotar de forma
agressiva, arrojada (não confundir com radical). É como uma
curva: se frear nela, você cai; se entrar com velocidade
acima do ela permite, você cai; se não acelerar na saída da
curva, você cai. Da mesma forma, se ultrapassar e não
mantiver a velocidade de ultrapassagem o carro ultrapassado
colide em você.
Se os carros estão trafegando a 60km, você trafega a 80km/h.
Se os carros trafegam a 100km/h, você trafega a 120km/h. Se
os carros estão a 150km/h, você deixa eles irem embora. Ou
seja, evite pilotar à frente, ao lado e atrás dos carros,
fique longe deles.
E assim vai, mas tudo isso só funciona com a Motocicleta SE
o piloto tiver agilidade e destreza, e dominar suas emoções.
Um outro fator contribuinte é a ausência de inteligência, ou
falta de exercício mental, ou mediocridade mesmo, mas que
também é uma deseducação e desrespeito.
Exemplo disso são os “esquerdinhas” – aquele ignóbil que só
anda à esquerda da pista; é o maldito celular, pior é quando
dirige, fala ao celular, fuma ou passa baton – insanidade.
Equivoco pensar que nada mais importa a não ser dirigir um
carro ou pilotar uma Motocicleta e sair pelas estradas, ou
ruas. O que vemos no nosso dia a dia no trânsito é uma série
de asneiras; um amontoado de imprudências; um dicionário de
agressões verbais (e gestos também); uma mútua falta de
respeito. Tudo isso reflexo da falta de educação doméstica;
da crescente escassez de civilidade; da ausência de
equilíbrio emocional; do despreparo do sistema ora voltado à
punição (indústria das multas).
Punir é bom, arrecada mais.
Educar é ruim, gasta mais.
Enquanto as autoridades permanecerem com a esdrúxula
mentalidade de que ônus com a Segurança é gasto, a
tendência, e os números apontam isso, é o aumento do número
de acidentes e o Estado, aí sim é gastar, será onerado pelas
despesas médicas, indenizações, aposentadorias precoces e
pensões. É preciso entender, mais do que nunca, que ônus com
Segurança é um investimento que reduz gasto a curto, médio e
longo prazo.
1. Conheça seu equipamento e as limitações dele. Cada tipo
de Motocicleta foi criada para um tipo de uso, da mesma
forma são os seus pneus;
2. Conheça sobre pneus, lembre que, sendo ele perfil alto ou
perfil baixo, ambos têm limite de inclinação que se
ultrapassado, atingirá a lateral, aí a queda é certa;
3. Você que gasta tanto dinheiro com equipamentos para
personalizar sua Motocicleta, por que não investe (não é
gastar) em equipamentos de segurança? Já vimos uma BMW
GS1200 onde seu piloto usa uma capacete conhecidamente de
baixa qualidade;
4. Capacete é estilo. ERRADO. Capacete é SEGURANÇA. Quem usa
coquinho é porque não tem volume necessário de massa
encefálica para caber em um Capacete ;
5. Se policie, não deixe seu impetro “falar mais alto”, seja
equilibrado;
6. Vias urbanas ou estradas não são pistas de competição;
7. Seja você mesmo, não vá na “onda” de ninguém;
8. Caminhoneiros (estrada) são simpáticos aos Motociclistas,
já o “marineteiro” (motorista de ônibus) NÃO;
9. Ao se aproximar de um veículo, se apresente a ele, faça
com que o motorista lhe veja. Lembre que quem lhe vê não é o
carro e sim o motorista dele;
10. Conheça o ponto cego do motorista e SAIA dele;
11. Evite ficar próximo de qualquer veículo, ultrapasse ou
deixe ele se afastar;
12. Dentro dos limites da velocidade compatível, pilote à
velocidade de 20km/h acima da velocidade dos demais
veículos;
13. Guarde distância, mesmo que seu equipamento possua ABS.
A Motocicletacicleta chega rápido, mas não pára tão rápido
quanto chega;
14. A pista pode estar um tapete, mas não se empolgue, pode
haver um obstáculo logo à frente;
15. Por “chegar rápido”, a Motocicleta não permite sequer um
segundo de desatenção;
16. Não insista com os “esquerdinhas” (aqueles idiotas que
só trafegam na pista da esquerda), peça passagem, mas NÃO
ultrapasse entre o meio fio e o “esquerdinha”;
17. Susto, inimigo número um das mulheres e idosos ao
volante, portanto, não os assuste, pense que a sua mulher
por estar ao volante; pense que um dia, se for prudente,
você também será um idoso ao volante;
18. Tem “confusão” à esquerda, antes dela, saia à direita;
19. Não tenha medo, seja prudente e cauteloso, mas medroso
jamais;
20. Mantenha a documental exigível sem à mão, observando
sempre a sua validade.
21. Mantenha a chave reserva com você, mas em local seguro.
22. Ande com o kit de ferramentas, para reduzir volume e
peso, selecione as ferramentas.
23. Reparador de pneus, o spray é uma boa solução de
contingência.
24. Conheça os itinerários, faça uma check list.
25. Verifique o estado dos pneus e calibragem dos pneus;
verifique os níveis de óleo, fluidos de freio e embreagem e
água; mantenha a corrente sempre lubrificada.
26. Lembre que álcool e direção resulta no que não presta.
27. Resumo: o apressado come cru; o seguro morreu de velho.
Algumas dicas para uma boa garupa de sexo feminino.
Coloque o capacete Antes de montar na Motocicleta. Tire o
capacete DEPOIS de desmontar da Motocicleta.
Só monte/desmonte da Motocicleta quando o piloto está com as
duas mãos no guidão. Avise antes que for se movimentar.
Tente não bater com seu capacete no capacete do piloto. Isso
pode ser um bocado dificil dependendo do modelo de
Motocicleta. Mas faça o possível ok ?
Agarre com força o piloto. Se quiser se aproveitar, fique a
vontade. Eu particularmente adoro quando a minha mulher me
agarra firme.
Ande sempre equipada, com casaco e roupa de couro ou de
cordura. Use botas de salto o mais baixo possível, de couro.
Não coloque óculos escuros nos bolsos nem pendure-os na gola
do casaco. Qualquer ventinho e já era. Tente prender os
cabelos, para que você não chegue ao destino fantasiada de
espantalho. Use luvas de couro porque o frio entra pelas
extremidades do corpo. Um lencinho de seda pode ajudar para
cobrir o rosto e combater o frio. Se você mora em lugar
quente, ignore essa parte do frio mas não a parte da
proteção, ok ?
Quando o piloto inclinar a Motocicleta, confie nele. Não
tente compensar "desinclinando" a Motocicleta. Quem pilota é
ele, você é passageira. Se puder, incline um pouquinho antes
dele.
REGRAMENTO EM COMBOIO
1. Antes de iniciar a viagem, contar a quantidade de
Motocicletas, estabelecer a velocidade padrão, estabelecer a
formação do comboio e definir as paradas técnicas, onde
todos devem obedecer.
2. A formatação em estradas será intercalada e obedecerá ao
distanciamento seguro de 20 (vinte) metros para velocidade
igual ou inferior a 60 km/hora e o mínimo de 30 (trinta)
metros para velocidade acima de 60 km/hora, devendo o
batedor (primeiro da fila) se manter à esquerda, próximo à
faixa central da pista, o segundo à direita, e assim
sucessivamente.
3. O batedor do comboio é a Motocicleta mais rápida e piloto
mais experiente.
4. O batedor não poderá fazer “zigue zaque” na pista,
alterando sua trajetória apenas e tão-somente para evitar
obstáculos e nas tangências de curvas, quando for o caso.
5. O cerra fila é, também, uma Motocicleta rápida e piloto
experiente.
6. Estabelecida a velocidade padrão, que nunca deve menor
que a velocidade legal da pista, todos devem manter. Aquele
que não acompanhar por motivo que não seja atribuído a
problemas na Motocicleta, ficará para trás sem a obrigação
dos demais de esperar.
7. Manter-se afastado dos demais veículos da pista;
ultrapassando quando em velocidade inferior a da Motocicleta
ou deixando-o seguir em frente quando em velocidade
superior.
8. Todos devem manter a visão, pelo retrovisor, da
Motocicleta que vem logo atrás.
9. Na ultrapassagem de carros, caminhões e ônibus, sempre
pela esquerda, deverá ser dada preferência para o mínimo de
duas Motocicletas por vez.
10. Evitar manter-se atrás de veículos, pois deles podem se
soltar peças, parafusos, pedras, lata de cerveja, cigarro
etc.
11. Na ultrapassagem o piloto se apresentará no retrovisor
do veículo a ser ultrapassado onde o início se dará quando
tiver a certeza de que foi visto pelo Motociclista.
12. Na ultrapassagem sempre lembrar que o veículo a ser
ultrapassado tem o ponto cego, razão pela qual é imperativo
“sair dele”.
13. Quando ultrapassar empreender velocidade de no mínimo
30% acima da velocidade do veículo a ser ultrapassado,
evitando assim manter-se maior tempo lado a lado.
14. Evitar ser ultrapassado por ônibus e caminhões, pois
eles, sendo altos, teem maior área no ponto cego, não vêem a
Motocicleta e “cortam” no meio da ultrapassagem.
15. Após ultrapassar, retornar à pista de direção “abrindo”
a passagem para a Motocicleta que chega da retaguarda, mesmo
que a posição no comboio não seja aquela.
16. Só iniciar a ultrapassagem quando estiver convicto do
que vai fazer a fim de evitar desistências abruptas que
expõem a riscos a Motocicleta da retaguarda e que também
iniciou o procedimento de ultrapassagem, muitas vezes “vindo
lançada”.
17. Desligar o celular ou colocar no silencioso. Primeiro
para não ficar na ansiedade de atender. Segundo para evitar
paradas bruscas e não esperada por quem vem logo atrás.
18. Ultrapassagem pela direita é definitivamente proibida,
pois expõe a riscos o ultrapassado, sendo, pois, objeto de
reprimenda formal e ser xingado de FDP.
19. Se precisar parar, erguer o braço esquerdo; se for o
cerra fila, piscar o farol alto.
20. Ideal para viagem em comboio é utilizar rádio VHF –
batedor e cerra fila.
21. Em cada para parada, seja ela por qual motivo for, o
líder do comboio deve contar as unidades que o formam.
22. Em grandes percursos – entre duas paradas técnicas
programadas, o líder se obriga a deixar ser ultrapassado por
todos, ocasião em que fará a contagem das unidades que
formam o comboio.
23. É atribuição do cerra fila, na saída de qualquer parada,
contar as unidades do comboio.
24. Não confundir viagem com passeio. A primeira se dá, via
de regra, em BR’s, cujo fluxo de veículos é mais intenso. Já
a segunda se dá em estradas vicinais onde o fluxo de
veículos é pequeno, normalmente o passeio acontece em
pequenos percursos.
25. A redução brusca da velocidade sem nenhum motivo
aparente poderá causar acidentes ou, no mínimo, transtorno
para quem vem na retaguarda, portanto a regra é evitar se
distrair com conversas com o carona ou vislumbrar a
paisagem.
26. Evitar gesticular quando conversa com o carona, pois um
gesto poderá confundir todos na retaguarda.
CURVAS
A máxima diz que a curva quebra a monotonia da reta e evita
o sono, e quem disser que não gosta de curva não é
Motociclista. Fazer um curva bem feita é uma arte (não
falamos em velocidade, essa fica ao gosto de cada um).
Qualquer um consegue acelerar uma Motocicleta numa reta, mas
a pilotagem de Motocicletas envolve curvas. O prazer de
pilotar uma Motocicleta é menos relacionado a velocidade
pura do que com a capacidade de fazer a curva bem feita.
Frear na curva NUNCA, obviamente que, emsituações extremas,
o remédio é frear mesmo.
A situação mais comum que justifica frenagem em curva é
quando entramos muito rápido numa curva e algum obstáculo a
frente nos obriga a reduzir rapidamente de velocidade. Um
carro muito lento na pista, um obstáculo parado (pedra,
buraco, areia, etc) bem na trajetória da Motocicleta
significa um choque na certa. Aí o jeito é frear.
Em situação de emergência o melhor é colocar a Motocicleta
na vertical, acionar os freios e a embreagem ao mesmo tempo.
Observe que essa medida fará com que a Motocicleta saia pela
tangente, portanto, leve em consideração esse risco de você
sair da faixa ou até mesmo da pista/rua. Com a Motocicleta
na vertical a frenagem vai evitar que a Motocicleta derrape
e saia também pela tangente. Ou seja, frear com a
Motocicleta inclinada ou frear com a Motocicleta na vertical
significa que a Motocicleta vai, invariavelmente, sair pela
tangente.
A diferença é que ao frear a Motocicleta na vertical o
piloto ainda tem uma chance de controlar a Motocicleta. Se
ela está inclinada/deitada o mais provável é que sairá pela
tangente do mesmo jeito só que derrapando e com o piloto
ralando as peles no chão.
Não é coisa a se desejar para quem quer que seja, portanto,
tomem cuidado nas curvas.
A técnica básica para fazer curvas seria a seguinte :
1.Planeje a curva com antecedência. Se o percurso for
conhecido, se a curva você já conhece, planeje a velocidade
de entrada da curva, a velocidade do miolo da curva e o
momento em que você vai voltar a acelerar. Tenha um "plano
B" para a curva, caso um buraco ou obstáculo apareça no meio
da curva. Mentalize uma área de escape para o caso de algum
imprevisto. Ao mesmo tempo foque a sua concentração no
trajeto que você quer seguir. Siga a máxima "não olhe para
onde você não quer ir".
2.Freie a Motocicleta antes de começar a incliná-la, em
linha reta na entrada da curva. Reduza a velocidade e deixe
a Motocicleta na marcha correta.
3.Alivie o acelerador enquanto a curva for fechando, ou
seja, você está seguindo para o
miolo da curva, o ponto de tangência. A Motocicleta deve
estar engrenada, em marcha e não
embreada. Incline a Motocicleta a medida que vai fechando a
curva.
4.A partir do ponto de tangência, ou seja, o local na curva
a partir do qual a curva volta a abrir, acelere levemente a
Motocicleta e vá trazendo-a para a vertical novamente. É
importante acelerar moderadamente para reequilibrar a
Motocicleta distribuindo mais igualmente o peso do conjunto
Motocicleta+piloto entre a roda da frente e a de traz.
Quem ensina o caminho das pedras é o renomado francês —
radicado no Brasil — Hilaire Damiron, piloto profissional de
Superbike 600 cilindradas e técnico em pilotagem. “Pilotar
bem exige inicialmente muita atenção a todos os detalhes que
envolvem o ato de guiar; desde o bom preparo físico aos
cuidados com a manutenção da Motocicleta”, afirmou o
instrutor.
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“Estamos certos de que navegamos no mesmo rumo. Temos bons e
maus caminhos, a escolha depende exclusivamente de nós Se
vamos chegar lá, depende dessa nossa escolha
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