O poema a seguir foi escrito em
1995. Numa tarde de sábado, às vésperas de comprar uma moto,
passei a refletir, buscando encontrar uma resposta para a paixão
que nutria desde criança. Meu primo Fernando transformou-o em
uma música. Gostamos, mas não se fez mais nada. Em CANELA,
naquele ano, o poema foi declamado no encontro. Outra vez, um
moto grupo de CURITIBA que esteve em nossa casa estampou este
poema nas costas de suas camisetas e depois remeteu seis delas
para nós como lembrança.
MOTO
Que magia existe nesta
máquina
Para produzir tanta emoção?
Será seu espírito indomável,
Que toca tão fundo o
coração?
Ou será esse ronco que
estremece
E faz lançar meu desafio,
Qual ginete, conduzindo com
bravura,
Como quem defende o próprio
brio?
Que encanto existe nesta
cela,
Para produzir tanto prazer?
Que me faz vislumbrar o
infinito,
Numa ânsia alegre de viver!
Gosto da natureza, da flor,
do sol...
Do lar que me dá guarida...
Quero ir, mas preciso
regressar.
Amo sobretudo a minha vida.
Sou o piloto que acelera e
corre
Que nos gestos imprime o
movimento
Mas te peço, querida
companheira,
Procura intuir meu
pensamento.
Para que possamos continuar
assim
Pelas estradas, felizes a
brilhar
Sem excessos, com toda a
segurança
Pela vida afora, possamos
viajar!
Henrique – AMOPEL
Pelotas – RS
1995